Isso já acontece de forma embrionária em algumas tradings. Em breve, será prática corrente.
Com o novo sistema, o crédito que um elo da cadeia pode aproveitar dependerá, em parte, do comportamento fiscal do elo anterior. Cooperativas com estrutura tributária indefinida, produtores com passivos contingentes não revelados, esmagadoras operando em regimes transicionais mal documentados — todos esses perfis começarão a ser avaliados como risco de crédito tributário pelo comprador.
O produtor que hoje fecha contrato apenas com base em preço e volume precisará, muito em breve, demonstrar que sua operação não gera contaminação fiscal para a cadeia. Quem não estiver preparado para essa conversa perderá espaço comercial — não por inadimplência, mas por incerteza tributária.